CPI do Roubo de Cargas toma depoimentos em Santa Catarina
Com os telefones grampeados pela polícia com autorização judicial, os integrantes do grupo foram presos na cadeia pública da cidade. Conduzidos à CPI, eles se recusaram a cooperar com as investigações, resistindo até à pressão de familiares. Adriano Darós, apontado como o líder da suposta quadrilha, alegou que sua atividade era somente a de agiotagem.
Os comerciantes Antônio Bruner, conhecido como Tonhão, e André Faé foram acareados pela CPI. Faé disse acreditar que os produtos vendidos por Tonhão eram legalizados, e que os repassava para a empresa Eletroshopping, de Pato Branco (PR). Outro suspeito, Daniel da Silva, confessou que aliciava motoristas de caminhão para que as cargas fossem desviadas. Ele disse, no entanto, que jamais usava armas e que somente procurava desviar produtos, especialmente eletroeletrônicos e fios para tecelagem.
O deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS) relacionou vários roubos de tecidos ocorridos em Passo Fundo (RS) com as atividades do grupo. Os suspeitos, porém, não revelaram à CPI quais eram seus compradores. Foi requerida a quebra de sigilo bancário, telefônico e fiscal de todos os envolvidos. O senador Moreira Mendes explicou que os trabalhos da CPI em Santa Catarina ajudaram a levantar detalhes da atuação de uma das mais importantes quadrilhas daquele estado. Ele afirmou, porém, que o resultado das audiências públicas e investigações realizadas no Rio Grande do Sul foi mais proveitoso.
27/04/2001
Agência Senado
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