Maldaner faz balanço de um ano do Plano Nacional de Segurança Pública
- Na verdade, eles comemoram não apenas os recursos recebidos, mas o envolvimento do governo federal com a questão - afirmou, ressaltando que esse envolvimento é bem-vindo, mesmo admitindo a falta de atualidade do modelo de combate à criminalidade.
A criação de índices nacionais de criminalidade foi um dos aspectos elogiados pelo senador, para quem essa medição "é imprescindível para o estabelecimento de políticas públicas e para sua coordenação, já que o crime não conhece fronteiras". Foi esse novo instrumento que permitiu verificar um aumento de 15% no número de crimes contra a pessoa nos últimos dois anos, exemplificou.
Os números relativos aos vários programas incluídos no Plano Nacional de Segurança Pública foram divulgados pelo Ministério da Justiça e, conforme o próprio ministro, "não há o que comemorar, mas há o que contabilizar", citou o senador, concordando com o ministro José Gregori.
Na opinião de Casildo Maldaner, as dificuldades do governo federal na concretização das propostas do plano foram agravadas pelas greves das polícias civis estaduais e os motins dos policiais militares. Para enfrentar estes últimos problemas, no entanto, o senador discorda das propostas do governo de unificar as polícias e criar uma guarda nacional. A seu ver, em que pese o prejuízo ocasionado pelas greves ao serviço essencial de segurança pública, não se pode "fechar os olhos para os salários indignos" desses profissionais, sem levar em conta o risco de vida a que estão submetidos.
Casildo Maldaner questionou o fato de o governo não ter recursos aumentar os salários dos policiais militares, mas tê-los para criar a "nova força" policial, que gerará altos custos de estruturação. "E quando a Guarda Nacional se amotinar?", questionou ainda.
O parlamentar defendeu também um Judiciário forte e ágil no combate ao crime e as reformas dos códigos Penal e de Processo Penal, buscando eficiência e celeridade nos julgamentos. O sistema penitenciário, comentou o senador, também precisa "ser completamente modificado", para restabelecer a autoridade diante das rebeliões e implementar prisões como lugares dignos.
01/08/2001
Agência Senado
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