Metas do Milênio não são prioridade de governos, diz representante de gestores municipais
Os governos e as instituições internacionais não colocam as Metas do Milênio como prioridade, afirmou o representante do Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social (Congemas), Sérgio Wanderly Silva, em audiência pública que discutiu o tema nesta terça-feira (2). Em sua opinião, elas têm sido consideradas apenas "pano de fundo" para as políticas públicas.
Na avaliação de Sérgio Silva, o combate à pobreza é dificultado pela falta de conhecimento do problema, uma vez que as autoridades ainda não sabem o que é realmente a pobreza. Em sua opinião, o problema não é tratado como um direito do cidadão e é intensificado pelas desigualdade regionais.
O debate sobre o cumprimento das Metas de Desenvolvimento do Milênio foi promovido pelas comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), de Assuntos Sociais (CAS) e de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).
Entre as prioridades do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, explicou o representante do órgão, Marco Otávio Bezerra Prates, está a busca por uma siderurgia mais sustentável. Ele disse que, atualmente, mais de 90% da siderurgia brasileira trabalha com carvão mineral, um dos principais emissores de dióxido de carbono.
A idéia, informou, é mudar a fonte de energia das siderurgias para o carvão vegetal renovável. Para isso, explicou, todas os parques industriais serão analisados para detectar as siderurgias que podem mudar para o carvão vegetal.
- O ministério vai elaborar uma política de carvão vegetal renovável para tornar a siderurgia brasileira mais limpa - disse Marco Prates.
02/06/2009
Agência Senado
Artigos Relacionados
Metas do milênio
Senadores debaterão Metas do Milênio
Metas do milênio foram aprovadas por 191 países
Metas do milênio foram aprovadas por 191 países
Audiência pública para debater as metas do milênio
Brasil está à frente de algumas Metas do Milênio