Relações com a República Tcheca poderão ter novo impulso, prevê embaixadora
A visita prevista a Praga do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a abertura, naquela cidade, de uma exposição sobre a vida do ex-presidente Juscelino Kubitschek, descendente de tchecos, deverão representar um novo impulso para as relações bilaterais entre a República Tcheca e o Brasil em 2008. A previsão foi feita pela embaixadora designada para o país, ministra de primeira classe Leda Lucia Martins Camargo, cuja indicação recebeu nesta quinta-feira (27) parecer favorável da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE).
Em sua exposição aos senadores da comissão, a embaixadora lembrou que a República Tcheca exercerá a presidência da União Européia em 2008 e ressaltou o alto crescimento econômico atual do país, de aproximadamente 6% ao ano. Mais de 1.200 empresas estrangeiras instalaram sedes regionais européias em Praga, informou ela ainda. E o momento atual, na sua opinião, seria indicado para o aumento da presença de empresas brasileiras, que considerou "ainda incipiente".
- O esforço da República Tcheca para reduzir a sua dependência econômica em relação à Rússia poderá abrir espaço para novas parcerias - previu Leda, cuja indicação teve como relator o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE).
Honduras
Também recebeu parecer favorável da comissão a mensagem presidencial de indicação do ministro de primeira classe Brian Michael Fraser Neele para o cargo de embaixador brasileiro em Honduras. A mensagem teve como relator o senador Eduardo Suplicy (PT-SP).
Neele definiu Honduras como um "país amigo do Brasil" e recordou o centenário das relações diplomáticas entre as duas nações, celebrado no ano passado. Lembrou ainda que o governo hondurenho apóia o pleito brasileiro por um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Honduras tem demonstrado interesse, segundo o embaixador, em uma maior presença brasileira em projetos de infra-estrutura, especialmente na área de energia. Ele ressaltou ainda a possibilidade de se utilizar o território hondurenho como plataforma de exportação para os mercados da América Central, do México e dos Estados Unidos.
27/09/2007
Agência Senado
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