Sarney exorta à pacificação e ao equilíbrio
-Quando a liberdade é desordem, as instituições se desmoronam-, preveniu o presidente do Senado ao referir-se nesta quarta-feira (6) ao tumulto que, pouco antes de ele chegar ao Congresso, resultou na quebra de vidraças fixadas na fachada do prédio do Parlamento. Sarney iniciou o discurso dizendo que devia algumas palavras ao Senado e aos senadores sobre -os lamentáveis acontecimentos desta tarde, que mostram a vulnerabilidade do funcionamento de nossas dependências-.
Ele lembrou que o Parlamento é um poder desarmado.
- Quero fazer assim uma exortação à pacificação dos ânimos, à discussão democrática de nossas divergências e ao equilíbrio. Não podemos nunca esquecer, em face de qualquer agressão, que o Poder Legislativo é um poder desarmado, ele não tem forças nem condições de reações imediatas a qualquer tipo de violência.
De acordo com Sarney, muitas vezes o Congresso foi vitimado pela violência institucional, mas não pode ser vitimado pela insensatez.
- Sem Congresso não há democracia. Sem democracia, não há liberdade, e sem liberdade, o cidadão simplesmente não existe - afirmou o presidente do Senado.
Ele enfatizou que não se pode esquecer que o Congresso é o coração da democracia.
- Ferir o Congresso é ferir a casa do próprio povo, é ferir o coração do próprio povo, onde ele se manifesta da maneira mais livre na sua soberania.
José Sarney também frisou que é no Parlamento que o povo brasileiro conquistou e conquista seus direitos fundamentais.
- Seu funcionamento é, portanto, um direito do próprio povo e um dever do nosso mandato - acrescentou ele, pedindo a todos os parlamentares um esforço em favor da moderação, do diálogo e da busca da paz política.
- Nunca a exacerbação foi boa conselheira nem solução para nada. Assim, acho que expresso o pensamento de todos. Ninguém entenderia o meu silêncio no lamento dos episódios dessa tarde. Que suas cicatrizes não perturbem a tranqüilidade do país nem a nossa caminhada na melhoria institucional.
06/08/2003
Agência Senado
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