Acordo de cooperação fortalecerá pesquisas energéticas e nucleares do País
Para comemorar os 56 anos do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), que é nesta sexta-feira (31), será assinado um acordo de cooperação e assistência técnica entre os ministérios da Saúde (MS) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para fortalecer a produção, modernizar e qualificar as plantas produtivas do Ipen e do Instituto de Engenharia Nuclear (IEN), que são instituições de pesquisa ligadas à Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen).
Durante o evento, que acontece em São Paulo, também será assinado um convênio entre a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do estado, o Ipen e a Cnen - com interveniência do MCTI e da Universidade de São Paulo (USP) - para disciplinar a utilização, a gestão e o gerenciamento de bens e instalações do instituto pela comissão.
Por meio do acordo, os investimentos estaduais no Ipen, nos próximos 25 anos, totalizam R$ 18,8 bilhões, assegurando a continuidade de mais de 190 linhas de pesquisa estabelecidas no plano de trabalho institucional.
O superintendente do instituto, Nilson Vieira Junior, afirma que o apoio técnico do convênio ao empreendimento do Reator Multipropósito Brasileiro - que são medicamentos marcados com energia solar - é um dos mais importantes projetos do MCTI. “É fundamental para a independência brasileira na produção de radiofármacos”.
Participam da cerimônia os ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp; da Saúde, Alexandre Padilha; o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin; o presidente da Cnen, Angelo Padilha; e o superintendente do Ipen, entre outros governantes, dirigentes e gestores de instituições científicas.
Adequação
O investimento do MS será feito nos próximos dois anos e tem como objetivo a adequação da infraestrutura da produção de radiofármacos às normas recentes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Até 2014 toda a área passará por adequações, para atender todos os requisitos legais da agência, estabelecidos no final de 2009.
O acordo é realizado por meio do Programa para o Desenvolvimento do Complexo Industrial da Saúde (Procis), com investimento de R$ 17,4 milhões no instituto. Os recursos serão destinados para a área de radiofarmácia, na qual são produzidos elementos radioativos utilizados em medicina nuclear para terapia e diagnóstico em várias áreas, como oncologia, neurologia e cardiologia. Também são desenvolvidas pesquisas para obtenção de novos radiofármacos e radioisótopos, em parceria com a classe médica.
Atualmente, 380 clínicas e hospitais recebem os produtos fabricados no instituto, totalizando dez mil pacientes por dia ou três milhões de procedimentos médicos por ano. Estima-se que 30% dos procedimentos ocorrem pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O Ipen é uma autarquia estadual gerenciada técnica, administrativa e financeiramente pela Comissão Nacional de Energia Nuclear e associada à USP para fins de pós-graduação, no programa de tecnologia nuclear. Em agosto, o instituto atingiu dois mil títulos de mestrado e doutorado outorgados.
Leia mais:
Ipen desenvolve dispositivo ocular para liberação controlada de medicamento
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Fonte:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
31/08/2012 19:41
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