Para Jefferson, não fazer CPI desmoraliza o Congresso
- Espero muito, porque todas as vezes em que o Congresso Nacional deixou de abrir uma CPI para atender aos interesses do governo ficou muito mal frente à opinião pública. E o Executivo também - disse.
O senador não acredita na viabilidade da alternativa decidida pelo PT, de tentar mobilizar a população em prol das investigações das denúncias numa CPI. Na sua opinião, a população brasileira está "muito descrente", o que teria sido demonstrado nas manifestações populares em torno da morte do governador de São Paulo, Mário Covas. A população via nele uma exceção na política brasileira, observou.
A adesão do senador Antonio Carlos Magalhães à CPI, por outro lado, não permitirá, na avaliação de Jefferson Péres, que sejam atingidos os 27 votos necessários no Senado. Até então, o pedido de instalação da CPI da Corrupção recebeu o apoio de vinte senadores.
Jefferson também comentou os rumores de que o ex-ministro das Comunicações, Sérgio Motta, teria realmente uma conta bancária nas ilhas Cayman, conforme noticiário da imprensa publicado no final de semana. Se o dossiê sobre o assunto foi reconhecido como falso, por envolver também o presidente da República, Mário Covas e o ministro da Saúde, José Serra, o senador pelo PDT acredita que a nova informação exige providências do governo.
- É preciso apurar a responsabilidade criminal dos falsificadores, mas também apurar a existência da conta em nome do ex-ministro, até para resguardar sua memória - disse o senador.
Nesse caso, Jefferson avaliou que pouco pode ser feito pelo Congresso e que caberia ao governo o empenho em esclarecer os fatos mediante carta rogatória ao governo das ilhas Cayman.
12/03/2001
Agência Senado
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