PARA SIMON, DISPOSIÇÃO POLÍTICA DE JK LEVARIA O PAÍS A OCUPAR SEU LUGAR NO MUNDO
Afinal, perguntou-se, por que antes tudo andava, crescia, e hoje, com o país muito mais rico do que no período de JK, "tudo vai para baixo?" Além disso, o crescimento econômico registrado na década de 50 não era previsível, enquanto "hoje é o contrário, o mundo todo vê que a hora é do Brasil", comparou.
Nas condições atuais do Brasil, Simon considerou que não seriam necessários cinco anos para que o país deixasse de ser importador de trigo e milho para tornar-se o maior exportador de produtos agrícolas.
JK, conforme o senador, reconhecia ter fortalecido principalmente a indústria em seu primeiro mandato como presidente da República e pretendia exercer outro mandato a partir de 1965 para que "a agricultura também crescesse 50 anos em 5".
O sofrimento imposto à família de JK, cassado pelo regime militar e impedido de concorrer às eleições de 1965, não impediu a volta ao Brasil de Márcia Kubistchek, homenageada hoje pelo Senado, registrou Simon. "Voltou por seu sentimento de pátria, de Brasil. Voltou e acompanhou a redemocratização do Brasil e participou da Constituinte como deputada, onde realizou trabalho que merece respeito e admiração".
Não foi a primeira vez que JK viu surgirem forças contrárias a que ele assumisse a Presidência, lembrou o senador. "A velha UDN", disse, tentou por várias vezes impedir que JK exercesse o mandato presidencial para o qual foi eleito em 1954. Após a posse, acrescentou, deu anistia total a todos que foram contra sua posse e fez questão de fazer um governo de abertura geral.
12/09/2000
Agência Senado
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